O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou na manhã desta quinta-feira (6) a operação Caixa de Pandora contra um grupo de policiais penais e advogados acusados de facilitar a entrada de materiais ilícitos, como aparelhos celulares e acessórios, na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.
No total, são cumpridos 43 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Cáceres.
As ordens judiciais foram expedidas pelo juiz João Bosco Soares da Silva, do Núcleo de Inquéritos Policiais.
Conforme o Gaeco, a investigação identificou que servidores do Sistema Penitenciário facilitaram a entrada de aparelhos celulares e acessórios na PCE, os quais eram utilizados pelos presos.
Através dos dispositivos, os detentos praticavam e ordenavam vários crimes extramuros.
Consta ainda que o ingresso dos aparelhos se dava através de advogados, os quais se valiam da prerrogativa de sua profissão para entregar os aparelhos celulares, componentes e acessórios durante visitas aos internos no parlatório.
Os quatro advogados investigados tiveram suspenso o direito de exercício profissional por decisão judicial.
As investigações revelaram também que um freezer novo contendo sinais de violação deu entrada na PCE com a finalidade de transportar em seu interior inúmeros aparelhos celulares.
A denominação “Caixa de Pandora” é uma metáfora usada para caracterizar ações que, menosprezando o princípio de precaução, desencadeiam consequências maléficas, terríveis e irreversíveis.
O Gaeco é uma força-tarefa permanente constituída pelo Ministério Público Estado de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.