A Justiça de Mato Grosso determinou a penhora da Fazenda Bom Sucesso, avaliada em R$ 17,6 milhões para fins fiscais, para garantir o pagamento de uma dívida de R$ 15,2 milhões do empresário Claudecy Oliveira Lemes com o Banco do Brasil. A propriedade rural fica em Santo Antônio de Leverger (34 km de Cuiabá) e possui 5.887 hectares.
A decisão é do juiz Renan Carlos Leão Pereira do Nascimento, da 4ª Vara Cível de Rondonópolis (218 km de Cuiabá). O magistrado determinou também a avaliação judicial da fazenda para apurar seu valor de mercado. Caso o imóvel não seja suficiente para cobrir o débito, outros bens poderão ser penhorados posteriormente.
O Banco do Brasil havia solicitado a penhora de sete imóveis rurais e dos direitos sobre outra propriedade. O juiz, no entanto, considerou a medida excessiva neste momento, uma vez que a Fazenda Bom Sucesso já havia sido oferecida como garantia hipotecária da operação bancária.
A ação foi ajuizada inicialmente para cobrar R$ 15,9 milhões, referentes a uma cédula de crédito bancário vencida em 2024. Após contestação da defesa do empresário, a Justiça reconheceu excesso na cobrança e fixou o débito em R$ 15.228.453,70, atualizado até dezembro daquele ano.
Durante o processo, o banco conseguiu bloquear R$ 94,8 mil em contas do empresário, quantia insuficiente para quitar a dívida. Por isso, solicitou a penhora de outros bens que, segundo a defesa de Claudecy, somariam mais de R$ 436 milhões.
A Justiça também rejeitou, por enquanto, o pedido do Banco do Brasil para quebrar o sigilo bancário do empresário. O magistrado considerou a medida desproporcional diante da existência de um imóvel oferecido como garantia da dívida.
