sexta-feira, 16 de outubro de 2026
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FALTA DE PROVAS

Justiça absolve tesoureiro do CV da acusação de roubo após anular reconhecimento fotográfico

A decisão foi assinada nesta quinta-feira (15) e considerou que não há provas suficientes para sustentar uma condenação

O juiz Arthur Moreira Pedreira de Albuquerque, da 2ª Vara Criminal de Sorriso (420 km de Cuiabá), absolveu Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como W.T., da acusação de roubo majorado pelo uso de arma de fogo. A decisão foi assinada nesta quinta-feira (15) e considerou que não há provas suficientes para sustentar uma condenação.

O processo tramitava na Justiça desde 2019 e apurava um roubo a uma loja no município. Apontado pelas autoridades policiais como tesoureiro do Comando Vermelho em Mato Grosso, W.T. teve a absolvição solicitada pela defesa nas alegações finais, sob o argumento de que o reconhecimento fotográfico realizado na delegacia não seguiu os procedimentos legais.

Ao analisar o caso, o magistrado concluiu que o reconhecimento não observou as exigências previstas na legislação. A decisão também destacou que algumas testemunhas sequer se lembravam de ter participado do procedimento na delegacia, sem que houvesse confirmação posterior capaz de sanar a irregularidade.

O juiz apontou ainda contradições nos depoimentos sobre a participação dos suspeitos e a compra de produtos mencionados na investigação. Segundo a sentença, as declarações apresentadas na fase policial divergiam das informações registradas nas notas fiscais sobre quem teria comprado um aparelho celular e uma sanduicheira.

Com a anulação do reconhecimento fotográfico, o magistrado entendeu que as demais provas reunidas durante a investigação e no processo judicial não eram suficientes para vincular Paulo Witer ao roubo. Por isso, concluiu que não havia elementos para sustentar uma condenação.

PRESO

Apesar da absolvição neste processo, Paulo Witer continua preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, por conta de mandados expedidos no âmbito das operações Apito Final e Replay.

Ele é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro para uma facção criminosa, por meio de investimentos em imóveis de luxo em cidades litorâneas e em clubes de futebol. A absolvição se refere exclusivamente à acusação de roubo julgada pela 2ª Vara Criminal de Sorriso.

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