O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a investigação interna da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não encontrou provas de que uma médica tenha tentado vender o medicamento Mounjaro dentro da UPA do bairro Leblon. O caso ganhou repercussão após uma paciente denunciar que a profissional teria oferecido o remédio, voltado ao tratamento de diabetes e perda de peso, durante uma consulta.
De acordo com o prefeito, a apuração administrativa indica que houve apenas uma recomendação terapêutica, e não oferta comercial.
“Nossa investigação interna não está apontando que houve qualquer tentativa de venda. Recomendar é diferente de vender. Ofertar uma receita ou um medicamento para tratamento é diferente de vender”, declarou Abilio nesta quarta-feira (25).
O gestor pontuou que médicos têm autonomia para prescrever fármacos, inclusive os que não constam na lista do SUS. Abilio ressaltou ainda que o medicamento em questão exige refrigeração e protocolos específicos, o que tornaria inviável a venda direta no balcão de uma unidade de pronto atendimento.
Denúncia questionada
Durante a fala, Abilio classificou o relato como uma “acusação vazia” e revelou que a paciente se recusou a registrar o boletim de ocorrência quando acionada pela prefeitura.
“Nós fomos chamar aquela paciente para fazer o boletim de ocorrência e ela não quis ir. Mas nós fizemos o registro. Agora cabe à polícia, se entender necessário, investigar”, afirmou.
O prefeito sugeriu que a situação pode ter sido um mal-entendido da denunciante, que passou por cinco médicos diferentes recentemente. Os dados da investigação serão enviados ao Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), que já solicitou informações oficiais para analisar a conduta da profissional.
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