quinta-feira, 19 de março de 2026
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Ex-secretária é indiciada por difamação contra vereador após áudio homofóbico

Mulher enviou áudio, em uma rede social, ofendendo vítima

A ex-secretária de Cultura de Confresa, Evirlene Sipauba Costa (PL), foi indiciada pela Polícia Civil de Mato Grosso por difamação qualificada contra o vereador Marcelo Souza (MDB), de 43 anos.

O caso ocorreu no início de março e o inquérito foi concluído na última terça-feira (17).

A investigação teve início após um áudio enviado pela ex-secretária circular em redes sociais. Na gravação, ela critica a participação do vereador como palestrante em um evento voltado para mulheres do agro, fazendo referência à orientação sexual dele.

“E esse evento para mulheres do agro que eu não estava sabendo e eu gostaria de estar aí? O palestrante que tá meio assim ‘torto’. Não entendi, um homem que nem gosta de mulher, casada com outro, e palestrando para as mulheres. Onde que a gente chegou?”, disse ela no áudio.

O conteúdo foi encaminhado ao vereador por uma administradora de perfil de rede social, que discordou da fala.

Durante o evento realizado na Câmara Municipal, Marcelo Souza apresentou o áudio ao presidente da Casa, que interrompeu a sessão e denunciou o caso em plenário, solicitando uma moção de repúdio.

Após o episódio, o vereador registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Confresa, inicialmente por injúria mediante preconceito. Ele afirmou à polícia que a situação teve o objetivo de atingir sua honra e prejudicar sua atuação política, além de relatar impactos emocionais, que o levaram a buscar acompanhamento psiquiátrico.

A ex-secretária, por sua vez, declarou em depoimento que não teve intenção ofensiva ou política, alegando que apenas expressou um ponto de vista pessoal. Ela também afirmou estar arrependida.

Após a repercussão do caso, Evirlene foi exonerada do cargo.

De acordo com o delegado responsável pela investigação, Rogério da Silva Irlandes, não ficou configurado o crime de injúria preconceituosa, por ausência de xingamento direto.

No entanto, a conduta foi enquadrada como difamação qualificada, já que houve ofensa à reputação do vereador, agravada pelo fato de ter sido disseminada pela internet.

O inquérito foi concluído em 12 dias e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que irão analisar o caso.

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