O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), encerrou a polêmica sobre a linha sucessória no Palácio Alencastro ao confirmar que não passará o cargo para a vice-prefeita Vânia Rosa (MDB) durante sua agenda em Dallas, no Texas. O gestor, que embarcou nesta quarta-feira (11), afirmou que a tecnologia permite que ele continue comandando a capital mato-grossense à distância.
A decisão ocorre em meio a um “bate-e-volta” de informações da assessoria da prefeitura, que chegou a confirmar a posse de Vânia para depois recuar. Abilio se ampara no artigo 39 da Lei Orgânica do Município, que prevê a substituição apenas em afastamentos superiores a 15 dias.
“Ah, mas você está nos Estados Unidos. Mas não tem internet lá? Não posso assinar digitalmente pelo gov.br? Não posso tomar decisão via rede social ou outras formas? Quatro dias não muda gestão do cargo ou cria vacância”, disparou o prefeito, minimizando a necessidade de presença física.
Tensão Partidária
Apesar de Abilio negar que o veto seja uma retaliação pessoal, os bastidores políticos fervem desde que Vânia Rosa se filiou ao MDB, partido que é alvo constante de críticas do prefeito. Em ocasiões anteriores, o gestor chegou a declarar que os emedebistas não ocupariam o comando da cidade sob sua vontade.
O prefeito tentou suavizar o clima afirmando que mantém um bom relacionamento com a vice, mas reforçou que a regra será aplicada em todas as viagens curtas. “Não é o Abilio que não quer que a vice assuma, é a previsão legal”, justificou.
Diferente desta viagem, na missão oficial a Dubai e China em 2025, Vânia Rosa chegou a assumir a prefeitura interinamente. Desta vez, com o prefeito participando de uma conferência sobre construção civil no Texas, a “chave da cidade” permanece virtualmente nas mãos de Abilio até o seu retorno, previsto para o próximo fim de semana.
