Os três senadores por Mato Grosso — Jayme Campos (União), Margareth Buzetti (PP) e Wellington Fagundes (PL) — assinaram o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O foco da apuração é a conduta dos magistrados no chamado “caso Banco Master”.
O requerimento, protocolado nesta segunda-feira (09) pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), reuniu 35 assinaturas, superando o mínimo de 27 parlamentares necessários para o protocolo. A iniciativa busca esclarecer o que Vieira classificou como uma “complexa teia de irregularidades financeiras” que teria alcançado a cúpula do Judiciário.
Apesar do quórum atingido, o futuro da comissão depende agora do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Cabe a ele fazer a leitura do pedido em plenário para que a CPI seja instalada. Nos bastidores do Congresso, a chance de avanço é considerada baixa, já que Alcolumbre tem mantido um histórico de ignorar pedidos que miram integrantes da Suprema Corte.
Isolamento governista
A lista de assinaturas evidencia um racha político: nenhum senador do PT ou de partidos de esquerda endossou o documento. O único parlamentar da base do governo Lula a assinar o pedido foi Flávio Arns (PSB-PR).
“O caso Master gerou questionamentos de enorme gravidade sobre a conduta de dois ministros do STF que merecem — e exigem — a atenção investigativa do Parlamento”, justificou Alessandro Vieira por meio de nota oficial.
