segunda-feira, 9 de março de 2026
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TABULEIRO POLÍTICO

Wellington descarta necessidade de “carta” de Bolsonaro e crava pré-candidatura ao Governo

Senador recorda apoio à reeleição de Mauro em 2022 e cobra reciprocidade: "A nossa palavra valeu quando ele nos procurou"

Da Redação – Gustavo Castro

O senador Wellington Fagundes (PL) reagiu às declarações do governador Mauro Mendes (União) sobre a legitimidade de sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso. Em coletiva realizada nesta segunda-feira (9), Fagundes afirmou que a “palavra” de Jair Bolsonaro e do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, é definitiva e não necessita de comprovação por escrito.

A polêmica começou após Mendes colocar em xeque o aval de Bolsonaro ao projeto do PL, sugerindo que não viu o ex-presidente se manifestar sobre o tema. O governador ainda minimizou a influência de apoios políticos, afirmando que “quem resolve o problema é quem está com a caneta na mão”.

“Eu sou do tempo em que a palavra tinha que ser acima de tudo, não é o bilhete que vai mudar nossa vida. E a palavra está dada”, disse Wellington, citando a origem humilde de seu pai para ilustrar o valor do compromisso moral.

Cobrança de gratidão

Wellington foi além e exigiu respeito de Mauro Mendes, relembrando o apoio do PL na reeleição do governador em 2022. Segundo o senador, Bolsonaro era resistente à coligação com o União Brasil na época, mas cedeu após articulação interna do partido.

“Quero dizer para o governador Mauro que, quando ele veio nos procurar para fazer a coligação, o que valeu foi a palavra. Eu exijo respeito, inclusive do governador, porque ele está eleito aí com o nosso apoio”, disparou o parlamentar.

Chapa selada na “Papudinha”

O anúncio da pré-candidatura ocorreu após Wellington visitar Bolsonaro no último sábado (7), no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Segundo o senador, a estratégia do PL para 2026 em Mato Grosso já está pacificada: Wellington Fagundes disputa o Governo e o deputado federal José Medeiros concorre ao Senado. No cenário nacional, o partido projeta Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência.

“O combinado é: o presidente Bolsonaro escolhe o candidato ao Senado e o Valdemar escolhe o candidato ao Governo. O Bolsonaro concordou, então ele é sim candidato, não há discussão sobre esse tema”, reforçou o senador.

O movimento isola o atual vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que é o nome defendido por Mauro Mendes para a sucessão estadual. Wellington encerrou afirmando que, embora o PL tenha ajudado na governabilidade até agora, o foco daqui para frente é o projeto próprio para “avançar no Estado”.

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