A Prefeitura de Confresa anunciou a exoneração da secretária municipal de Cultura, Evirlene Sipaúba, nesta sexta-feira (06). A decisão foi tomada após a repercussão de áudios com declarações homofóbicas proferidas pela agora ex-gestora contra o vereador Marcelo Souza (PSB), conhecido como Marcelinho.
O caso veio à tona durante a sessão ordinária da Câmara Municipal, quando Marcelinho reproduziu o áudio em plenário. Na gravação, Evirlene critica a participação do parlamentar, que também é investigador da Polícia Civil, em um evento do Dia das Mulheres, onde ele palestrou e tocou saxofone.
“O palestrante é que está meio assim, torto, né? Não entendi, um homem que nem gosta de mulher, casado com outro, palestrando para as mulheres… ô gente, onde que a gente chegou?”, diz a ex-secretária no áudio.
Em nota oficial, a Prefeitura de Confresa repudiou a conduta e afirmou que as falas não representam a posição da administração. Além da exoneração, o Executivo informou que medidas legais estão em andamento para apurar as responsabilidades.
INVESTIGAÇÃO POLICIAL
O vereador registrou denúncia por crime de homofobia. Segundo o delegado titular de Confresa, Rogério Irlandes, uma equipe policial chegou a se deslocar para realizar a prisão em flagrante de Evirlene, mas ela não foi localizada no município. Um inquérito foi instaurado e ela deve responder criminalmente.
No Brasil, a homofobia é crime equiparado ao racismo desde 2019 por decisão do STF. A pena pode variar de um a três anos de reclusão, além de multa.
A Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, uma moção de repúdio contra a ex-secretária, classificando o ato como inaceitável e incompatível com a função pública.
Veja áudio publicado pelo site Olhar Alerta:
