sexta-feira, 6 de março de 2026
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AUMENTO

Alta internacional dos combustíveis já impacta postos em MT, segundo Sindipetróleo

Aumento do diesel importado foi de 38% e de 52% na gasolina; já o diesel S10, elevação foi de 62%

A forte elevação das cotações internacionais dos combustíveis tem pressionado o mercado e já começa a impactar os preços praticados em Mato Grosso, segundo informou o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo).

De acordo com levantamento do setor, os derivados de petróleo registraram aumentos expressivos ao longo de 2026 no mercado internacional. O diesel importado acumula alta de aproximadamente 38%, passando de US$ 60,85 em janeiro para US$ 83,97.

No caso da gasolina importada, o aumento é ainda maior, de 52,8%, saindo de US$ 1,72 para US$ 2,42 no mesmo período. Já o diesel S10 importado apresenta elevação de 62,8%, passando de US$ 2,12 para US$ 3,45.

Segundo o sindicato, esse movimento é reflexo principalmente da instabilidade geopolítica internacional e da valorização do petróleo no mercado global, fatores que impactam diretamente os custos de importação de combustíveis.

Apesar da escalada de preços no exterior, o mercado brasileiro ainda opera com valores inferiores às referências internacionais. Estimativas apontam que atualmente existe uma defasagem significativa entre os preços praticados no país e as cotações globais.

No caso do diesel comercializado pela Petrobras, a defasagem é estimada em cerca de R$ 1,91 por litro. Já a gasolina apresenta diferença aproximada de R$ 0,79 por litro em relação ao mercado internacional.

Mesmo sem anúncio de reajuste por parte da Petrobras, algumas distribuidoras já começaram a ajustar seus preços de venda aos postos revendedores, refletindo o aumento dos custos de importação. Como consequência, já há registro de elevação nos valores nas bombas em Mato Grosso.

Possibilidade de novos aumentos

De acordo com o Sindipetróleo, caso a Petrobras decida promover uma correção para aproximar seus preços das referências internacionais, os reajustes poderão ser ainda mais expressivos nos próximos dias no mercado mato-grossense.

Outro fator destacado pela entidade é o recente resultado financeiro da estatal, que apontou crescimento significativo de rentabilidade. O lucro bruto da companhia registrou alta de 48% em relação a 2024, enquanto a margem líquida em 2025 foi de 22%.

“Os postos revendedores representam a etapa final da cadeia de abastecimento e não têm controle sobre os preços definidos por refinarias e distribuidoras. O que acontece é que acabamos obrigados a repassar os custos de aquisição dos combustíveis para não ficarmos no prejuízo”, esclareceu o presidente do Sindipetróleo, Claudyson Martins Alves, o Kaká.

A entidade afirmou ainda que segue acompanhando atentamente a evolução do mercado internacional e seus reflexos sobre o abastecimento e os preços ao consumidor em Mato Grosso.

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