Parlamentares da bancada federal de Mato Grosso comemoraram a decisão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A investigação apura um esquema de descontos associativos não autorizados que lesou milhões de aposentados.
A deputada federal Coronel Fernanda (PL), integrante da comissão, afirmou que já protocolou um pedido de prisão contra o filho do presidente. Segundo a parlamentar, Lulinha teria deixado o país em julho de 2025, logo após a abertura da CPMI. “O maior medo de Lula aconteceu. Tudo vai vir às claras”, declarou.
O deputado Coronel Assis (União) classificou a medida como uma “vitória contra a impunidade”, enquanto Nelson Barbudo (PL) afirmou nas redes sociais que “chegou a hora da verdade falar mais alto”. Já o deputado Rodrigo Zaeli (PL) cobrou transparência e responsabilidade com o dinheiro público.
A quebra de sigilo foi solicitada pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL). O nome de Lulinha surgiu em mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como operador do esquema. As mensagens mencionam o repasse de R$ 300 mil para “o filho do rapaz”, termo que investigadores acreditam ser uma referência a Fábio Luís.
Em nota, a defesa de Lulinha negou qualquer irregularidade e afirmou que ele não tem relação com as fraudes. O advogado Guilherme Suguimori Santos informou que solicitou acesso ao processo no STF e que o empresário está à disposição para esclarecimentos, tratando as suspeitas como “conjecturas”.
