quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
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JOGO DO BICHO

Genro de Arcanjo é condenado a 9 anos de prisão por liderar organização e lavagem de dinheiro

A sentença, publicada nesta quinta-feira (26), é resultado da Operação Mantus

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, condenou o empresário Giovanni Zem Rodrigues, genro do ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, a uma pena de 9 anos, 5 meses e 5 dias de prisão. A sentença, publicada nesta quinta-feira (26), é resultado da Operação Mantus, que em 2019 desarticulou organizações acusadas de exploração ilegal do jogo do bicho e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.

Além de Giovanni, outros três réus foram sentenciados: Adelmar Ferreira Lopes, Marcelo Gomes Honorato e Agnaldo Gomes de Azevedo. Para estes, a pena foi fixada em 7 anos e 6 meses de reclusão. Enquanto o genro de Arcanjo deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado, os demais ficaram com o regime semiaberto. Todos os condenados ganharam o direito de recorrer da decisão em liberdade.

Na fundamentação da sentença, o magistrado destacou a posição de comando ocupada por Giovanni Zem na organização criminosa denominada “Colibri”. Segundo o juiz, o empresário apresentou “culpabilidade exacerbada”, uma vez que era a figura central na articulação das atividades ilícitas, com foco na prática reiterada de lavagem de dinheiro.

Por outro lado, oito pessoas que figuravam como réus na mesma ação foram absolvidas por falta de provas. Entre os nomes que se livraram das acusações estão Noroel Braz da Costa Filho e Paulo César Martins. Além disso, o juiz absolveu todos os réus das acusações de extorsão e extorsão mediante sequestro.

Confisco de bens

A decisão judicial também atingiu o patrimônio dos condenados. O magistrado determinou o confisco de diversos bens vinculados à estrutura criminosa. Na lista de itens que passam para o Estado estão:

  • Veículos (Fiat Toro, Chevrolet Onix e Toyota Corolla);

  • Um relógio de luxo da marca Rolex;

  • Valores em espécie e montantes bloqueados em contas bancárias via Sisbajud;

  • Moedas estrangeiras.

Arcanjo

Embora tenha sido preso durante a deflagração da Operação Mantus em 2019, João Arcanjo Ribeiro não foi condenado nesta ação. O ex-comendador teve a denúncia contra ele trancada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), que acolheu a tese da defesa sobre a falta de provas que sustentassem a acusação de que ele ainda exercia o comando do jogo do bicho no estado.

Vale lembrar que, em junho de 2024, o juiz Jean Garcia já havia reconhecido a prescrição do crime de “contravenção penal de jogo do bicho”, uma vez que a pena máxima para essa infração é baixa e o prazo legal de quatro anos já havia expirado. Contudo, a ação prosseguiu pelos crimes mais graves de organização criminosa e lavagem de dinheiro, que resultaram nas condenações de hoje.

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