Por Desirée Miranda – Da CBN Rede
Chega a 53 o número de mortes provocadas pelas fortes chuvas na Zona da Mata Mineira. São 47 vítimas em Juiz de Fora e seis em Ubá, que fica a cerca de cem quilômetros.
Os bombeiros entram nesta quinta-feira (26) no terceiro dia de buscas por 15 pessoas que ainda estão desaparecidas, sendo 13 em Juiz de Fora e duas em Ubá. Na noite de quarta, o trabalho de resgate foi interrompido por causa da chuva forte que voltou a cair na região, aumentando o risco de novos deslizamentos.
A chuva ultrapassou 100 milímetros nas últimas horas. O temporal voltou a alagar diversas ruas e provocou o desabamento de casas que já estavam vazias.
A Defesa Civil emitiu alerta de mais chuva intensa para esta quinta em Juiz de Fora e também em outras áreas da Zona da Mata. Mais de 3.400 pessoas tiveram que sair de suas casas devido aos prejuízos e riscos de novos deslizamentos.
Vitória Cristina Gomes é moradora do Parque Burnier, um dos bairros mais atingidos pela chuva, e durante o temporal perdeu a casa, a mãe e a filha, uma menina de dois anos.
Detentos do Sistema Prisional da região começam nesta quinta a auxiliar no trabalho de limpeza das ruas de Juiz de Fora, sob supervisão da Polícia Penal. As duas cidades vão receber mais maquinário pesado para a desobstrução das vias.
Inundação em Ubá atingiu faculdade estadual
Em Ubá, pelo menos seis pessoas morreram e duas ainda estão desaparecidas. Há cerca de 1.200 pessoas fora de casa na cidade. Os desabrigados foram acolhidos em escolas municipais.
Segundo a prefeitura, em aproximadamente três horas e meia, caíram cerca de 174 milímetros de chuva, o que provocou alagamentos de grande proporção, danos estruturais severos e impactos significativos na rotina da cidade.
A inundação destruiu casas, lojas e os laboratórios e bibliotecas da Universidade Estadual de Minas Gerais (UENG). A diretora da unidade, Kelly Silva, detalhou os prejuízos e avisou que o início das aulas será adiado.
“Mais de R$ 10 milhões em equipamentos, livros, mobiliário… Tudo que tínhamos no subsolo. Alguns equipamentos nossos valiam R$ 2 milhões. E infelizmente está tudo como ficou, porque nós estamos sem água no município, então não tem como limpar, não tem como retirar. Vamos precisar de caminhão para retirar os entulhos, toneladas de livros molhados. Os equipamentos de laboratórios são estufas, geladeiras, freezers pesados que não temos condição de arrastar. Tem sala que não conseguimos abrir a porta porque os móveis estão atrás, vamos ter que derrubar”, relata a diretora.
