O filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, teve os sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados em decisão do ministro André Mendonça, do STF, antes da sessão tumultuada da CPMI do INSS, com direito a socos e empurra-empurra entre os parlamentares. Mendonça atendeu a um pedido da Polícia Federal em janeiro. A investigação está sob sigilo.
Dentre os 87 pedidos aprovados em votação simbólica, a Comissão Mista que investiga as fraudes do INSS autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha entre 2022 e 2026 .
O pedido partiu do relator, o deputado Alfredo Gaspar. E também determina a elaboração de Relatórios de Inteligência Financeira.
Ele argumentou o pedido com mensagens interceptadas que indicam Lulinha como destinatário de um pagamento de R$ 300 mil do Careca do Inss, que está preso e é considerado o maior operador financeiro do esquema.
Em declarações anteriores, o presidente Lula afirmou que as denúncias estão sendo apuradas com seriedade e que todos os envolvidos serão investigados, sem exceções.
A comissão também aprovou as convocações para depoimentos do ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima, e do ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Além das quebras de sigilo bancário e fiscal de Lima e do Banco Master e a lista de passageiros transportados nos aviões de Vorcaro, dono do Master.
Após a decisão, parlamentares da base governista protestaram o resultado. Eles queriam a inclusão de requerimentos contra nomes da oposição supostamente envolvidos, como do governador Romeu Zema e de uma assessora de Flávio Bolsonaro.
Foi quando começou o empurra-empurra, bate-boca e até soco.
O deputado Luiz Lima, do Novo RJ, disse que levou um soco do deputado Rogério Correia, do PT MG.
Correia afirmou que foi empurrado, caiu no chão e reagiu, mas que não houve intenção e pediu desculpas.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, informou que vai representar Rogério Correia no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar.
A reunião teve que ser suspensa quando o presidente da CPI, senador Carlos Viana, afirmou que o governo perdeu.
A base governista reagiu e foi à residência oficial do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, pedir a anulação da votação por suposto erro na contagem.
Paulo Pimenta disse que vai representar Carlos Viana no Conselho de Ética por “fraude na votação” e violação à democracia.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, afirmou que o PT está em desespero porque suas vísceras estão à mostra.
Em nota, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, disse que a investigação não pode ser seletiva/ e que o que se viu na CPMI foi, no mínimo, “uma jogada sorrateira de parlamentares de oposição para proteger aliados”.
