A Prefeitura de Cuiabá divulgou um novo levantamento sobre a presença do mosquito da dengue na capital. O estudo foi feito no fim de janeiro, com visitas a mais de 11 mil imóveis em várias regiões da cidade.
O resultado acende um sinal de alerta. O índice geral de infestação ficou em 5,5%, considerado preocupante. Nenhuma região apresentou índice baixo.
Em 70% das áreas analisadas, a situação foi classificada como elevada.
As regiões com maior presença do mosquito são:
- Distrito Oeste, especialmente nos bairros Distrito da Guia e Sucuri, que registraram o índice mais alto da cidade;
- Distrito Norte, com destaque para Nova Canaã, Residencial Paraná, Três Barras, Colina Verde, Jardim Umuarama e Altos da Glória;
- Também no Distrito Norte, bairros como Bosque dos Ipês, Paiaguás, Jardim Itapuã e o Centro Político Administrativo aparecem entre os mais afetados.
Apesar da presença significativa do mosquito, o cenário epidemiológico neste momento não é considerado grave.
De acordo com o boletim mais recente, na última semana foram registrados 16 novos casos de dengue e nenhum caso de chikungunya ou zika.
No acumulado do ano, Cuiabá soma 77 casos confirmados de dengue e 31 de chikungunya. Não há casos confirmados de zika.
Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma queda expressiva nas notificações, o que é um dado positivo.
Mesmo assim, as autoridades reforçam que o momento exige atenção. O mosquito continua presente e a prevenção precisa ser diária.
A maioria dos focos ainda está dentro das próprias casas: caixas d’água destampadas, barris, lixo descartado de forma irregular e recipientes como vasos de plantas e pratos acumulando água.
Como reforço no combate, a prefeitura passou a utilizar um produto biológico para eliminar as larvas em locais onde a água não pode ser retirada, como cisternas e caixas d’água. Esse produto é seguro, não altera a água e deixa um pó no fundo do reservatório — sinal de que o local está protegido.
A orientação é clara: receber os agentes de combate às endemias, permitir o acesso aos quintais e eliminar qualquer ponto de água parada.
O combate ao mosquito é responsabilidade de todos. A situação não é de emergência neste momento, mas exige vigilância constante para evitar que os números voltem a subir.
