terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
InícioDestaque PrincipalSTF julga acusados de mandar matar Marielle Franco e Anderson Gomes
OITO ANOS DEPOIS

STF julga acusados de mandar matar Marielle Franco e Anderson Gomes

O crime aconteceu em março de 2018 no Rio de Janeiro

Por Rany Veloso — Da CBN Rede

A Primeira Turma do STF iniciou, nesta terça-feira (24), o julgamento dos cinco réus acusados de mandar executar a vereadora Marielle Franco. O crime aconteceu em março de 2018 no Rio de Janeiro. Também morreu, na ocasião, o motorista da parlamentar, Anderson Gomes.

Os mandantes do crime são o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro Domingos Brazão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa, o ex-policial militar Ronald Paulo de Alves Pereira e Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, os irmãos Domingos e Chiquinho se aliaram a milicianos para a exploração ilegal de terras na Zona Oeste do Rio de Janeiro e Marielle foi morta por atrapalhar os negócios ilegais.

Família de Marielle e Anderson acompanham julgamento

A mãe de Marielle, Marinete da Silva, afirmou que, depois de quase oito anos, este é um momento muito difícil para a família. Ela disse esperar que haja resposta aos mandantes da barbárie e destacou que é simbólico ver no banco dos réus homens que, segundo ela, jamais imaginaram que seriam julgados. “Vamos seguir até o fim”, declarou.

O pai da vereadora, Antônio da Silva, classificou o dia como primordial para que os acusados sejam julgados. Ele disse confiar na Primeira Turma do Supremo e criticou as estratégias das defesas, afirmando que as vítimas não tiveram chance de se defender.

A viúva de Anderson Gomes, Agatha Arnaus, afirmou que o julgamento pode dar uma resposta importante ao país e ressaltou que cargos e posições institucionais não podem servir de blindagem.

A irmã de Marielle, a ministra Anielle Franco, disse que o caso e o julgamento representam uma resposta da democracia.

A companheira de Marielle, Mônica Benício, classificou o caso como emblemático e afirmou esperar uma condenação exemplar para que o que chamou de ecossistema criminoso no Rio de Janeiro seja desmantelado.

Já Luyara Santos, filha e diretora do Instituto Marielle Franco, disse que o julgamento é um marco para o Brasil e se emocionou ao falar da expectativa por Justiça.

Mais lidas nesta categoria
- Publicidade -

- Publicidade -

Powered by WP Bannerize

Siga-nos nas redes sociais

39,985FãsCurtida
23,400SeguidoresSeguir
14,453InscritosInscreva-se
Error