O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a “prévia” do Produto Interno Bruto, registrou crescimento de 2,5% em 2025 na comparação com o ano anterior. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (19).
Apesar da expansão, o índice revela na verdade uma desaceleração da economia brasileira em relação a 2024, quando o mesmo dado havia mostrado um crescimento de 3,7% da economia.
A desaceleração da atividade econômica em 2025 já era algo esperado tanto pelo mercado financeiro quanto pelo Banco Central, em função principalmente da taxa Selic elevada, em 15% ao ano. Ainda assim, o resultado do Banco Central está acima do que foi projetado pelo Ministério da Fazenda, que espera um crescimento do PIB no ano passado de 2,3%.
Na análise do desempenho pelos setores, a agropecuária segue bastante forte, tendo registrado um crescimento de 13,1% em 2025. Já a Indústria, com crescimento de 1,5%, e os Serviços, com 2,1%, ficaram mais próximos do desempenho geral. Os dados, segundo o economista André Perfeito, da Garantia Capital, abrem espaço para o Banco Central dar início a um ciclo de queda na taxa Selic a partir de março.
“A atividade econômica, como um todo, ainda se mostra robusta. Mas, quando você abre os números, a gente começa a observar alguns componentes mais sensíveis à própria política monetária mostrando alguma acomodação. Isso, acho, é tudo de que o Banco Central e o colegiado do Banco Central precisam para iniciar esse corte de juros de maneira mais convicta. E isso pode ser uma boa notícia para o ano de 2026.”
O dado do IBC-Br é o pior desde a pandemia, quando a economia tomou um baque, com queda de 3,9%. O número reforça o entendimento de economistas de que houve de fato um freio na economia, mas agora é possível reduzir os juros.
Vale ressaltar que o resultado oficial do PIB de 2025 só será divulgado pelo IBGE no início de março. Em 2024, o PIB registrou um crescimento de 3,4%, mas em 2025 deve ter crescimento entre 2,2% e 2,5% ,como indicou o IBC-Br.
