O governador Mauro Mendes (União) garantiu rigor na investigação e punição severa ao investigador Manoel Batista da Silva, de 52 anos, preso sob a acusação de estuprar uma detenta dentro da Delegacia de Sorriso (420 km de Cuiabá). A declaração foi dada durante agenda em uma escola pública na Capital, onde o gestor afirmou que o Estado não irá “passar a mão na cabeça” de nenhum servidor envolvido em práticas criminosas.
A vítima denunciou ter sido estuprada quatro vezes pelo policial na mesma noite, enquanto estava sob custódia na unidade policial. Embora o investigador tenha negado inicialmente as acusações, exames periciais realizados pela Politec confirmaram a compatibilidade do DNA dele com o material genético coletado no corpo da mulher. Diante das provas, a delegada Laísa Crisóstomo de Paula Leal, do Núcleo de Atendimento à Mulher de Sorriso, afirmou que o acusado acabou confessando o crime.
“Todos devem ser penalizados se cometeram, devidamente comprovadamente, um crime. Não estamos passando a mão na cabeça de absolutamente ninguém”, disse nesta quarta-feira (11).
Mauro Mendes reforçou que todas as providências administrativas e criminais já foram tomadas pela Polícia Civil. Segundo o governador, uma vez comprovado o crime, o servidor será processado duramente na forma da lei e sofrerá as sanções cabíveis dentro da instituição.
Confessou crime
O caso gerou forte repercussão na segurança pública de Mato Grosso devido à gravidade do crime ter ocorrido dentro de uma estrutura do Estado. Manoel Batista da Silva permanece preso e o inquérito deverá ser finalizado com base no laudo pericial da Politec e na confissão detalhada pela delegada responsável. O processo administrativo pode resultar na demissão do investigador dos quadros da Polícia Civil.
