A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (10), a Operação Imperium, com o objetivo de desarticular o braço financeiro de uma facção criminosa que operava um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Ao todo, são cumpridas 61 ordens judiciais, incluindo 12 prisões preventivas e o bloqueio de R$ 43 milhões em contas bancárias.
O alvo central da investigação é o patrimônio acumulado por G.R.S., vulgo “Vovozona”. Considerado uma liderança de alta periculosidade na região Sul do estado, Vovozona protagonizou uma fuga inusitada em julho de 2023. Na ocasião, ele saiu do presídio Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, para um suposto trabalho extramuros, mas acabou em uma churrascaria na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, onde almoçou com mulheres antes de fugir em uma caminhonete de luxo.
O Esquema
Segundo a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e a Draco, o criminoso e sua esposa utilizavam documentos falsos para abrir empresas de fachada e contas bancárias.
Ostentação: O grupo adquiria imóveis e veículos de luxo para uso pessoal e para demonstrar poder dentro da facção.
Logística: Embora o núcleo empresarial estivesse concentrado em Rondonópolis, a rede se estendia para o Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Sequestro de Bens: A Justiça determinou o confisco de quatro imóveis (avaliados em R$ 4 milhões) e 10 veículos de alto padrão.
Tolerância Zero
O delegado Marlon Luz destacou que o foco principal é o sufocamento financeiro.
“As medidas visam concluir a investigação e tentar reverter esses bens e valores ilícitos aos cofres do Estado“, explicou.
A ação faz parte da operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero do Governo de Mato Grosso, que intensificou o combate às organizações criminosas no estado. Além de MT, as polícias civis do PR, MG e RJ dão suporte ao cumprimento dos mandados.
