Preso na Penitenciária Federal de Brasília desde novembro de 2025, o empresário e lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, investigado por articular um esquema de venda de decisões judiciais em tribunais de todo o país, estaria em grave estado de saúde e correria risco de morte. A informação é do site Metrópoles.
O alerta foi feito pela advogada Mirian Ribeiro Rodrigues de Mello Gonçalves, esposa de Andreson, em entrevista concedida à jornalista Isadora Teixeira, da coluna Grande Angular, publicada nessa quinta-feira (5).
Segundo Mirian, Andreson apresenta perda total de sensibilidade e de força nas pernas, além de sinais severos de desnutrição.
“Ele pediu cadeira de rodas porque não tem forças para caminhar. Está definhando. Não sente nada do joelho para baixo. Perdeu musculatura por falta de alimentação adequada e fisioterapia”, afirmou.
Andreson é diabético e passou por cirurgia bariátrica em 2020. De acordo com a defesa, desde a prisão, em novembro de 2024, ele teria perdido cerca de 30 quilos, conforme registros médicos anexados ao processo.
Em julho de 2025, diante do quadro de saúde debilitado, o lobista obteve autorização para cumprir prisão domiciliar. No entanto, em novembro do mesmo ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) revogou o benefício e determinou o retorno ao regime fechado, após avaliação médica apontar que ele estaria clinicamente recuperado.
Com a decisão, Andreson foi encaminhado novamente à Penitenciária Federal de Brasília, onde permanece desde então. A defesa, contudo, contesta a conclusão médica e sustenta que houve rápida e grave deterioração do estado de saúde após o retorno ao cárcere.
Investigação
Andreson é apontado como um dos principais articuladores de um esquema de venda de sentenças judiciais, com ramificações no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e nos Tribunais de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e de Mato Grosso do Sul (TJMS).
Em outubro de 2025, durante o período em que cumpria prisão domiciliar, ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal. Na ocasião, um de seus seguranças foi preso em flagrante ao tentar ocultar um telefone celular, que teria sido utilizado de forma irregular.
