A terceira fase da Operação Short Code foi deflagrada pela Polícia Civil, nesta sexta-feira (6), em Cuiabá e em cidades de Goiás, tendo como alvos o ex-presidente da Unimed Cuiabá Rubens Oliveira, o ex-consultor executivo Eroaldo de Oliveira, o ex-marqueteiro Maurício Coelho e o programador de sistemas José Xavier.
A operação, que tramita sob sigilo, apura a prática de crimes cibernéticos e crimes contra a honra contra a atual diretoria da cooperativa médica.
Os quatro investigados foram alvos de medidas cautelares cumpridas em Cuiabá, Aparecida de Goiânia e Morrinhos, em Goiás. No estado vizinho, os mandados tiveram como alvo José Xavier.
Entre as determinações judiciais estão a proibição de contato e comunicação entre os investigados, além da desativação de redes sociais e de um site criado com a finalidade de atacar a honra objetiva da Unimed Cuiabá e a honra subjetiva de seus atuais dirigentes.
A investigação aponta que os supostos idealizadores do esquema de disparo de mensagens em massa seriam o ex-presidente Rubens Oliveira e o ex-consultor executivo Eroaldo de Oliveira. Já a execução das ações teria ficado a cargo de Maurício Coelho e José Xavier.
O delegado responsável pelo caso, Sued Dias da Silva Júnior, afirmou que esta é a fase final da investigação e que o inquérito deve ser concluído nos próximos dias.
“A realização dos interrogatórios pendentes e o relatório final do inquérito policial serão concluídos nos próximos dias, cujo procedimento será remetido ao Ministério Público para eventual propositura de denúncia criminal contra os autores identificados”, disse.
Início da investigação
As diligências da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) tiveram início em 2024, após a descoberta de um site falso que disseminava informações inverídicas contra o plano de saúde e seus gestores.
No decorrer das apurações, os investigadores identificaram uma rede estruturada responsável pelo envio de mensagens em massa por meio de short codes, além da manutenção de portais e perfis em redes sociais voltados a ataques contra a atual diretoria da cooperativa.
Primeira fase
A primeira fase da operação foi deflagrada em junho de 2025, com o cumprimento de seis ordens judiciais contra integrantes da rede de desinformação ligada à antiga gestão da cooperativa, em endereços de Mato Grosso e Goiás.
As investigações identificaram disparos massivos de mensagens SMS com conteúdo difamatório, que utilizavam short codes para induzir médicos cooperados a acessar conteúdos com acusações anônimas contra os atuais dirigentes da Unimed Cuiabá.
Segunda fase
A segunda fase ocorreu em setembro de 2025, com o cumprimento de três medidas cautelares expedidas pelo Núcleo de Garantias da Comarca de Cuiabá.
Na ocasião, a Justiça determinou o bloqueio nacional de um site, a remoção de perfis em redes sociais e a proibição de criação de novas páginas destinadas à continuidade dos ataques.
