O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que, se depender dele, o MDB não voltará a comandar a Prefeitura da Capital, após a filiação da vice-prefeita, coronel Vânia Rosa, ao partido. Caso o prefeito se afaste do cargo, Vânia é a primeira na linha de sucessão, o que poderia marcar o retorno do MDB ao comando do Palácio Alencastro após oito anos da gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro.
“Eu não vou comentar sobre isso [a decisão de Vânia]. Eu sei que muita gente quer, mas eu não vou comentar. Mas, no que depender de mim, o MDB não assume a Prefeitura de Cuiabá”, afirmou o prefeito.
Abilio ponderou, no entanto, que a possibilidade de se licenciar do cargo ainda está em avaliação e dependerá do cenário político e das demandas administrativas do município.
“Está no meu planejamento a possibilidade disso acontecer. Agora, vou avaliar a todo momento as circunstâncias. Pode ser que, na hora, a gente opte pelo melhor caminho, que é se manter na prefeitura cumprindo a função do cargo”, explicou.
“Péssimo partido”
Apesar de evitar comentar diretamente a troca de partido da vice-prefeita, Abilio endureceu o tom ao ser questionado sobre declarações do deputado estadual Juca do Guaraná (MDB), que afirmou que o prefeito precisaria respeitar a esquerda diante da aproximação política entre Vânia e o MDB.
O prefeito voltou a criticar o partido, que classificou como “péssimo”, afirmando que a sigla não o representa por integrar a base de apoio do presidente Lula (PT).
“Para mim, o MDB é um péssimo partido. Não me representa, não representa o Brasil. É base do Lula, é um partido que eu desgosto”, disse.
Abilio também associou o MDB à gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro, que comandou Cuiabá por dois mandatos e, à época, era filiado à sigla. Segundo o prefeito, o partido carrega o histórico de investigações e operações policiais realizadas durante aquela administração.
“É o partido do Emanuel Pinheiro aqui no município de Cuiabá. Emanuelzinho é deputado federal desse partido. Eu não concordo com o partido”, concluiu.
Antes da filiação de Vânia ao MDB, Abilio havia declarado que pretendia se licenciar do cargo durante o período eleitoral para apoiar a vereadora e primeira-dama, Samantha Iris (PL), na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa.
