Alvo da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (27), o vereador Chico 2000 acumulou seu terceiro afastamento do cargo em um curto período. O parlamentar, que já havia sido afastado das funções anteriormente por suspeita de corrupção, volta a ser investigado por desvios na Câmara Municipal de Cuiabá.
O primeiro afastamento judicial do parlamentar ocorreu em abril de 2025, durante a Operação Perfídia. Na época, Chico 2000 e o vereador Sargento Joelson (PSB) foram acusados de receber R$ 250 mil em propina da empreiteira HB20, responsável pelas obras do Contorno Leste.
A investigação apontou que o valor foi pago em troca de apoio político para aprovar projetos que beneficiavam a construtora. Na ocasião, o Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) determinou a saída imediata dos vereadores, que só retornaram ao Legislativo em setembro, após decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Ainda no ano passado, em junho, o vereador foi alvo da Operação Rescaldo, da Polícia Federal. O foco eram crimes eleitorais cometidos no pleito de 2024. Segundo a denúncia, Chico teria oferecido vantagens financeiras e benefícios a eleitores de outros candidatos em troca de votos.
Operação Gorjeta
A nova fase de investigações, conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apura agora os crimes de peculato e desvio de verbas públicas. O esquema teria causado prejuízos à Secretaria Municipal de Esportes e à própria Câmara de Cuiabá.
Nesta terça-feira, a Polícia Civil cumpre 75 ordens judiciais. Por determinação da Justiça, Chico 2000 foi novamente afastado do mandato e dois servidores da Câmara Municipal tiveram suas funções públicas suspensas.
