domingo, 25 de janeiro de 2026
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REAJUSTE

Governo envia RGA de 4,26% à Assembleia e prevê votação em regime de urgência

A estratégia do Executivo é garantir que o reajuste seja incorporado já à folha salarial de janeiro

O projeto do governo estadual que trata da Revisão Geral Anual (RGA) de 2025 dos servidores públicos deu entrada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso nesta terça-feira (20). A proposta prevê reajuste de 4,26% e foi encaminhada pelo governador Mauro Mendes (União) por meio da Mensagem nº 05/2026, protocolada no início da tarde.

De acordo com o líder do governo no Parlamento, deputado Dilmar Dal Bosco (União), a matéria deve tramitar em regime de urgência e ser apreciada em sessão extraordinária marcada para esta quarta-feira (21). A estratégia do Executivo é garantir que o reajuste seja incorporado já à folha salarial de janeiro.

Mesmo com o envio do projeto, deputados da base aliada articulam uma reunião com o governador para tratar da possibilidade de um índice superior à inflação. Para que isso ocorra, o Palácio Paiaguás teria de encaminhar um texto substitutivo alterando o percentual proposto.

A discussão ocorre em meio à pressão do funcionalismo público, que reivindica o pagamento de um passivo de 19,58%, acumulado durante o período de congelamento salarial. O governo estadual, por sua vez, nega a existência da dívida e sustenta que a suspensão dos reajustes foi amparada por legislação federal vigente à época.

Nos bastidores, parlamentares avaliam alternativas para tentar avançar no impasse. Uma das propostas em discussão é a apresentação de emenda por deputados da oposição e independentes, destinando 15% do excesso de arrecadação do Estado para a quitação do passivo. A ideia, no entanto, enfrenta resistência do Executivo.

Mobilização dos servidores

Para esta quarta-feira (21), está prevista uma passeata que deve reunir servidores dos Poderes Executivo e Judiciário, além de representantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público. Também há expectativa de início da greve dos servidores do Tribunal de Justiça, mesmo após decisão judicial que considerou o movimento ilegal.

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