A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Integrate para cumprir 35 ordens judiciais contra uma facção criminosa envolvida na criação de empresas de fachada para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com movimentações financeiras milionárias.
A ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, nove de busca e apreensão e 20 ordens de sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias, que somam até R$ 10 milhões. Os valores são considerados incompatíveis com a renda declarada dos investigados. Os mandados são cumpridos em Cuiabá e Várzea Grande.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias da Capital, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc) e pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá.
As investigações tiveram início após um inquérito da Derf, instaurado depois de uma tentativa de roubo a uma propriedade rural em dezembro de 2022. Durante a apuração, foi identificada a ligação dos suspeitos com o tráfico de drogas, o que levou ao aprofundamento das investigações pela Denarc.
Com o avanço do trabalho investigativo, a polícia identificou uma estrutura criminosa organizada, com uso de empresas de fachada, interpostas pessoas, nomes falsos para abertura de empresas e transferências financeiras para terceiros, com o objetivo de ocultar e dissimular a origem do dinheiro.
Diante dos elementos colhidos, o delegado André Rigonato representou pela prisão preventiva dos envolvidos e pelo bloqueio de bens e valores do grupo criminoso, com limite de até R$ 10 milhões.
A Operação Integrate faz parte da Operação Inter Partes, inserida no programa Tolerância Zero do Governo de Mato Grosso, que intensifica o combate às facções criminosas no Estado.
