O prefeito de Nossa Senhora do Livramento (a 42 km de Cuiabá), Thiago Gonçalo Lunguinho de Almeida, o Dr. Thiago (União), afirmou que foi vítima de um esquema de golpes que teria sido praticado pela própria mãe, Adriana Nunes Lunguinho de Almeida, de 52 anos. O caso foi registrado em boletins de ocorrência no ano passado e é investigado pela Delegacia Especializada de Estelionato.
Conforme os registros policiais, Adriana é apontada como responsável por oferecer supostos investimentos a terceiros, utilizando indevidamente o nome e o cargo do filho para dar credibilidade às propostas. Pelo menos 22 pessoas já procuraram a polícia para relatar prejuízos.
Em nota pública, o prefeito afirmou que não teve qualquer participação ou conhecimento prévio sobre as negociações atribuídas à mãe. Segundo ele, a situação só veio à tona quando passou a ser procurado por pessoas cobrando valores que desconhecia. “Descobri que meu nome e o cargo de prefeito estavam sendo utilizados, sem minha autorização, para dar credibilidade a promessas que jamais fiz”, declarou.
Ainda de acordo com Thiago, assim que tomou conhecimento dos fatos, procurou espontaneamente a Polícia Civil, registrou boletins de ocorrência e apresentou documentos, extratos bancários e registros de conversas para demonstrar que não participou de nenhuma transação. Ele também negou ter autorizado o uso de cheques, assinaturas ou qualquer documento em seu nome.
“Sou tão vítima quanto as demais pessoas que foram prejudicadas”, afirmou o prefeito.
O chefe do Executivo municipal relatou ainda que foi criado pelos avós paternos e que, como médico e filho, tentou por diversas vezes internar a mãe em uma clínica especializada devido à dependência patológica em jogos de azar, mas sem sucesso. Segundo ele, após saber que o caso havia sido levado à polícia, Adriana fugiu e chegou a registrar um boletim de ocorrência contra o próprio filho. Atualmente, ela estaria em local desconhecido.
Em desabafo, Thiago disse que a situação é dolorosa no âmbito familiar, mas defendeu a responsabilização.
“Dói profundamente viver tudo isso, mas a justiça precisa ser feita. Pessoas honestas foram prejudicadas, sonhos foram destruídos, e isso não pode ficar impune”, afirmou.
A Delegacia Especializada de Estelionato segue ouvindo vítimas, analisando documentos e apurando a movimentação financeira relacionada ao caso. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou conclusões oficiais, pois as investigações seguem em andamento.
