segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
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CARBONO OCULTO

PF vai apurar possível vazamento em operação contra fraudes no setor de combustíveis

A preocupação surgiu porque, dos 14 mandados de prisão expedidos, apenas seis foram cumpridos até o momento

Larissa Lopes — Da CBN Brasília

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que será investigada a possibilidade de vazamento relacionado à operação desta quarta-feira, que tem como alvo fraudes envolvendo impostos sobre combustíveis. A preocupação surgiu porque, dos 14 mandados de prisão expedidos, apenas seis foram cumpridos até o momento.

“Agora, eu repito, há 14 mandados. Só 6 encontrados, não é uma estatística normal das operações da Polícia Federal e, portanto, com o retorno das equipes, que igual as equipes vão às residências, enfim. Aí preciso relatar o que foi encontrado lá, o que não foi, e aí sim a gente vai poder ter mais elementos para dizer ou inferir que possa ter havido vazamento. Nessa hipótese nós vamos fazer a investigação para apurar se houve.”

Apesar de menos da metade dos mandados de prisão terem sido cumpridos até o momento, as diligências seguem em andamento e devem continuar ao longo da semana.

Entenda a operação:

A operação Carbono Oculto tem 350 alvos entre pessoas físicas e empresas em oito estados: São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Eles são suspeitos da prática de crimes contra a ordem econômica, adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e estelionato.

Segundo as investigações, o esquema começava na importação irregular de metanol pelo Porto de Paranaguá (PR). O produto não seguia para centenas de destinatários da cadeia produtiva de combustíveis indicados nas notas fiscais e era desviado para locais de adulteração – para obtenção de lucro, além de realizar a sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

Em uma das ações, cerca de mil postos a serviço do esquema movimentaram mais de R$ 50 bilhões entre 2020 e 2024.

A operação, do Ministério Público de São Paulo, conta com apoio da Polícia Federal, da Polícia Militar e da Receita Federal.

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