A jovem estudava Psicologia na Universidade Federal de Rondonópolis (UFR).
Ana esperava pelo show no Engenhão, zona norte do Rio, quando passou mal. Ela teve parada cardiorrespiratória e chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu.
Laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) mostrou que ela teve pequenas hemorragias nos pulmões.
“Calor, insolação e desidratação são alguns desses fatores, mas sem o resultado dos exames, não temos como afirmar que seja isso. Agora é prematuro afirmar que a Ana Clara morreu por hipertermia [excesso de calor]. Se tudo der negativo, poderemos chegar à conclusão de que foi por causa do calor”, afirmou na ocasião a delegada Juliana Almeida.
O laudo final conclui que a jovem morreu por hemorragia alveolar, comprovando rompimento dos vasos sanguíneos que irrigam os pulmões, e congestão polivisceral, que significa a paralisação de vários órgãos por exposição difusa ao calor.
O caso foi registrado na 24ª DP, de Piedade. Com o resultado do laudo, representantes da T4F devem ser intimados a depor.
Os organizadores podem ser indiciados por homicídio culposo.