THAIZA ASSUNÇÃO – DA REDAÇÃO
O juiz Agamenon Alcântara, da Terceira Vara da Fazenda Pública de Cuiabá, determinou a retomada do processo disciplinar que pede a cassação do mandato da vereadora por Cuiabá, Edna Sampaio (PT), por suposta prática de “rachadinha”.
A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça. O processo está em segredo de Justiça.
Edna é investigada pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Casa. Em agosto, a Comissão havia aprovado o relatório propondo a cassação do mandato da vereadora por apropriação indébita da verba indenizatória (VI).
Mas o magistrado determinou a suspensão do processo após constatar “um certo ‘atropelo’ no rito processual ao ouvir as testemunhas antes mesmo de se oportunizar a vereadora de indicar as provas que pretendia”.
Nesta nova decisão, segundo o advogado da parlamentar, Julier Sebastião, o juiz determinou que a Comissão realize a oitiva das testemunhas da vereadora.
O caso
Edna foi denunciada por receber de forma irregular pelo menos R$ 20 mil de Verba Indenizatória (VI) repassado gradualmente pela sua então chefe de gabinete, Laura Natasha Abreu – que foi exonerada mesmo estando grávida.
Em depoimento na Comissão, Laura confirmou que passava mensalmente a VI para uma conta pessoal de Edna. Segundo ela, o marido da vereadora, William Sampaio, era quem solicitava a transferência.
A vereadora, por sua vez, nega o esquema de “rachadinha”. Segundo Edna, a legislação não proíbe os vereadores de passarem a verba para uma conta pessoal e a administrarem por conta própria.