sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
InícioDestaque PrincipalPerri nega “castigo” a Emanuel: “Intervenção é necessidade do povo”
SEM INTERFERÊNCIA POLÍTICA

Perri nega “castigo” a Emanuel: “Intervenção é necessidade do povo”

Decisão foi tomada por maioria dos 13 desembargadores do Órgão Especial, em sessão realizada na última quinta-feira (9)

THAIZA ASSUNÇÃO – DA REDAÇÃO 

Relator do processo de intervenção do Estado na Saúde de Cuiabá, o desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, negou que a medida foi um “castigo” ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).

A decisão foi tomada por maioria dos 13 desembargadores do Órgão Especial, em sessão realizada na última quinta-feira (9). No total, foram nove votos a favor e quatro contrários.

“Claro que não. Absolutamente. Não é castigo, é necessidade do povo cuiabano, de ter um serviço de Saúde melhor. Não tem qualquer caráter punitivo”, disse.

Perri também descartou qualquer interferência do Judiciário nas desavenças políticas entre o governador Mauro Mendes (União) e Emanuel.

“O Tribunal de Justiça age no âmbito jurídico, não temos nada a ver com a política. Se o governador e o prefeito têm desentendimentos isso afeta a ambos, não ao Poder Judiciário. Não atuamos nessa questão”, disse.

Conforme Perri, o Estado deve ser notificado sobre a intervenção nesta terça-feira (14).

Assim que for notificado, o Governo terá que publicar um decreto com o nome do interventor, que ficará responsável pela Saúde de Cuiabá pelo período de 90 dias.

A intervenção 

A ação foi proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE), com base em uma representação formulada pelo Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed).

Segundo a ação, a Prefeitura de Cuiabá tem, reiteradamente, desrespeitado decisões judiciais que a obrigam a realizar concurso público, dando preferência a formalização de contratos com prestadoras de serviço.

A ação cita ainda que a Saúde da Capital vive um caos, com falta de medicamentos e médicos.

Em dezembro de 2022, Perri chegou a determinar, de forma liminar, a intervenção. A decisão, porém, foi derrubada pela presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Maria Thereza Moura, até que a ação fosse submetida e decidida pelo Órgão Especial.

O Órgão Especial começou o julgamento da no dia 23 de fevereiro. Na ocasião, o voto do relator, desembargador Orlando Perri, a favor da intervenção, foi acompanhado por Maria Erotides Kneip, Paulo da Cunha, Rui Ramos e Carlos Alberto Alves da Rocha.

O julgamento, no entanto, foi adiado após pedido de vistas dos desembargadores Rubens de Oliveira e Juvenal Pereira.

Na sessão de quinta, ambos apresentaram votos contrários à intervenção. Acompanharam a divergência Antônia Siqueira e João Ferreira Filha.

Já Márcio Vidal, Guiomar Teodoro Borges, Serly Marcondes Alves e a presidente do Tribunal de Justiça, Clarice Claudino, decidiram acompanhar o relator.

Durante a sessão, Perri rebateu os votos divergentes afirmando que a “História irá julgar os julgadores da intervenção”.

“Nós desembargadores e juízes por graças de Deus não precisamos enfrentar UPAs, policlínicas e hospitais municipais. Nós magistrados quando temos problema procuramos Albert Einstein e Sírio Libanês. Não conhecemos as agruras do povo cuiabano, que estão morrendo como baratas. Em situação como essa não podemos nos apegar a termos jurídicos para justificar o injustificável”, afirmou.

 

Mais lidas nesta categoria
- Publicidade -

- Publicidade -

Powered by WP Bannerize

Siga-nos nas redes sociais

39,985FãsCurtida
23,400SeguidoresSeguir
14,453InscritosInscreva-se
Error