Em uma nota de repúdio publicada na tarde desta sexta-feira (28), o PT em Mato Grosso classificou o bolsonarismo como “antidemocrático, intolerante e assediador”. A manifestação surge após o padre Volnei Weber ter registrado um boletim de ocorrência relatando ameaças contra ele.
Segundo o religioso, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) ameaçaram “metralhá-lo”, caso ele locasse o salão da Paróquia São José Operário, em Rondonópolis, para um evento político em apoio ao ex-presidente Lula (PT).
O episódio ocorreu nesta semana e as ameaças ocorreram em grupos de whatsapp.
Em entrevista à imprensa, o padre disse que é prática comum locar o espaço da igreja para quaisquer atividades comemorativas e eventos políticos, independentemente de partido ou cunho ideológico.
Entretanto, quando os locatários passaram a divulgar a comemoração do aniversário de Lula no local, bolsonaristas passaram a ameaçá-lo.
“O PT-MT repudia mais esse ato criminoso praticado por bolsonaristas. O bolsonarismo é antidemocrático, intolerante, assediador e violento! Por isso, precisa ser derrotado nas urnas com o voto livre e consciente, de cada cidadão e cidadã que defende a paz”, disse o partido, em nota.
Segundo a sigla, já são inúmeras as denúncias de assédio eleitoral praticadas por patrões bolsonaristas, as quais o PT alega ter acionado o Ministério Público do Trabalho (MPT).
“O PT-MT se solidariza com o padre Volnei e com todos e todas que tem sofrido violência bolsonarista. O PT-MT cobra da Polícia Judiciária Civil (PJC) e das autoridades do Estado, a mais pronta apuração das ameaças sofridas pelo padre. A impunidade bolsonarista não pode imperar em nosso Estado”, cita a nota.
“Aqueles e aquelas que ameaçaram o sacerdote precisam ser identificados, denunciados, julgados e punidos”, concluiu o partido.