sexta-feira, 25 de junho de 2021
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Temendo “caos”, presidente do TRE critica voto impresso, mas defende auditoria

Para desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, sistema abre margem para judicialziação

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha criticou as discussões em torno de uma possível volta do voto impresso no País.

O tema está sendo debatido no Congresso, por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), aliada do presidente Jair Bolsonaro. O texto exige a impressão de cédulas em papel na votação e na apuração de eleições, plebiscitos e referendos no Brasil.

Em meio ao debate, o presidente Bolsonaro chegou a afirmar que “se não houver voto impresso, não haverá eleição em 2022”.

“É uma opinião do presidente, estamos em uma democracia e vejo que o próprio TSE – ao qual foi dirigida essa resposta – saberá responder à altura. Vejo que não compete à Justiça Eleitoral ficar respondendo esse lado político. A resposta tem que ser dada com atos. E qual é esse ato? Exatamente a urna eletrônica”, disse Carlos Alberto.

Em entrevista à Rádio CBN Cuiabá, ele disse concordar perfeitamente com as colocações do presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, dando conta de que a provação do voto impresso pode criar uma “judicialziação” e um “caos” num sistema que funciona perfeitamente.

Conforme o presidente do TRE-MT, as recorrentes alegações dando conta de fraudes na urna eletrônica não passam de “fake news”, uma vez que o sistema é absolutamente confiável.

De todo modo, Carlos Alberto afirmou ser favorável às auditorias nas urnas.

“Não sou contra auditoria, nem o TSE é. Penso que temos que estar preparados para fazer novas adaptações, melhorar o sistema. Mas independente de qualquer coisa, isso [discussão do voto impresso] compete ao Legislativo. Então, se o Legislativo tiver essa posição, temos que respeitar. É um poder que está ditando regra e o outro tem que colocá-lo em prática”, afirmou.

“Mas sempre digo o seguinte: temos uma urna eletrônica auditável. Todos que participam das eleições desde 1996 sabem disso. Ela não tem nenhuma ligação com mundo externo enquanto está captando os votos de cada eleitor. Vemos várias fake news de que a urna é violável. E o TSE coloca a prova sempre, inclusive de hackers para que eles tentem fazer uma violação. Acho que temos urna eletrônica ótima para utilizar, porém toda e qualquer mudança para melhor, acho que será bem-vinda”, concluiu.

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