sexta-feira, 21 de janeiro de 2022
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POLÊMICA DOS MODAIS

Secretário diz que “VLT nunca coube” em Cuiabá e aponta contrassenso de Emanuel

As afirmações de Detoni são feitas dias antes da realização das audiências públicas que abrirão a discussão em torno do BRT para a população

O secretário adjunto de Gestão e Planejamento da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Rafael Detoni, afirmou ao Jornal da CBN Cuiabá que o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) “nunca coube” como um modelo de transporte para a Capital e defendeu a implantação do BRT.

O apontamento do gestor foi feitura durante entrevista na manhã desta quarta-feira (1) na qual Detoni também rebateu afirmações feitas pelo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), de que a nova frota de 44 ônibus que circula na Capital servirá para o sistema do BRT.

Conforme explicou o secretário, desde o início do modal mais adequado para implantação seria o BRT. Contudo, por meio de esquemas de corrupção, o sistema de transporte teria sido deixado de lado em prol do VLT.

Ao falar sobre o tema, gestor foi questionado sobre uma manifestação recente feita pelo Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre) que cobrou que o MPF apure supostas irregularidades praticadas pelo governo quanto à adesão pelo BRT ao final de 2020.

Diante dos apontamentos, Detoni apontou que é “natural” o sindicato se portar dessa forma, levantando dúvidas em torno do processo, uma vez que supostamente haveria um interesse por parte da instituição em torno de um sistema de transporte ferroviário.

“A gente respeita as opiniões e críticas, mas quando olhamos para o nosso contexto aqui em Cuiabá e Várzea Grande de demanda, de inserção urbana, de características locais e tipos de operação fica muito claro que o VLT não cabe. Nunca coube, tanto que o projeto original que foi trazido lá em 2014, na Copa do Mundo, foi o BRT”, disse.

“Temos muita segurança do trabalho que foi feito, da decisão do VLT pelo BRT. Foram olhados os aspectos jurídicos, sim, do contrato viciado que foi rompido por questões que já foram expostas pelo Ministério Público Federal e Estadual. Tudo isso foi avaliado”, acrescentou.

O secretário ainda emendou as críticas ao prefeito da Capital, que afirmou ter “trazido o BRT” para Cuiabá por meio da nova frota de ônibus. O gestor afirmou, em contrapartida às falas de Pinheiro, que o BRT não é somente um ônibus, mas, sim, um sistema de transporte e classificou a fala do emedebista como sendo um “contrassenso”.

“Um completo contrassenso do próprio prefeito. Ele trás ônibus com piso elevado, com porta esquerda e piso elevado que ele chama de BRT. Vamos lembrar que BRT não é um veículo, é uma sigla para um modelo de operação de transporte coletivo”, pontuou.

As afirmações de Detoni são feitas dias antes da realização das audiências públicas que abrirão a discussão em torno do BRT para a população. Os eventos serão realizados nos dias 16 e 17, na Seduc e na Câmara de Várzea Grande.

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