terça-feira, 18 de maio de 2021
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Secretária vê discurso de Bolsonaro como positivo e descarta “compromissos vagos”

Para a gestora, na verdade, o Brasil se mostrou compromissado com a pauta ambiental global

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, avaliou o discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como “positivo”, na Cúpula do Clima, proferido na quinta-feira (22).

Em entrevista à CBN Cuiabá, nesta sexta-feira, a gestora rebateu críticas feitas contra as falas do presidente, que se concentraram em apontar que Bolsonaro fez “promessas vagas”.

À reportagem, Lazzaretti disse que não viu “compromissos vagos”. Para a gestora, na verdade, o Brasil se mostrou compromissado com a pauta ambiental global.

“Não acredito que sejam compromissos vagos. Em uma reunião como essa você tem pouco tempo para falar de tantas coisas como talvez se espera. Acho que, talvez, alguns esperavam que fossem feitos compromissos em números e dados, mas isso não é possível na realidade de hoje”, disse.

“A expectativa é que todos vissem do presidente brasileiro compromissos com a redução da emissão dos gases e também com o desmatamento ilegal. Acho que essa mensagem foi passada”, acrescentou a secretária.

Durante a Cúpula, o presidente afirmou que acabaria com o desmatamento ilegal até o ano de 2030. Questionada sobre a afirmação, a secretária disse que é uma meta possível, sobretudo se forem adotadas medidas semelhantes às utilizadas em Mato Grosso.

“Acho principalmente se as estratégias forem semelhantes às que Mato Grosso têm adotado. Mato Grosso nos últimos dois anos tem iniciado a reversão de um cenário que é dramático. Nós tínhamos um desmatamento crescente desde 2012”, apontou a secretária ao citar ações do Estado.

Além disso, Lazzaretti acrescentou que o Brasil precisa ser reconhecido por seus ativos ambientais – que são os bens utilizados na redução de danos ao meio ambiente. “Essa é uma realidade que apesar das críticas precisar ser encarado de forma realista pelos países desenvolvidos. Essa guerra é muitos mais financeira do que ambiental”, finalizou.

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