segunda-feira, 29 de novembro de 2021
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REPULSA A CONSELHO LGBT

Deputada critica colegas: “Classificação cristã não está ligada à orientação sexual”

Segundo a parlamentar, a tendência é que não haja voto suficiente para aprovação da lei

A deputada estadual Janaina Riva (MDB) criticou colegas, durante sessão na manhã desta quarta-feira (24), em razão da “repulsa” por parte de alguns parlamentares em debater a criação do Conselho LGBTQIA+ em Mato Grosso.

Segundo a parlamentar, a tendência é que não haja voto suficiente para aprovação da lei – de autoria do Governo do Estado. Em razão disso, o projeto caminha para ser retirado de pauta, na visão dela, por uma questão ideológica.

Desde que o texto chegou à Casa, acabou envolto em polêmicas, especialmente em razão de críticas feitas por deputados da chamada “ala cristã” da Casa.

“A mãe de um negro não é como a mãe de um branco. O filho dela sai de casa e ela tem que se preocupar se esse filho vai voltar. Em como ele vai ser abordado pela polícia. A mãe do LGBT da mesma forma”, disse Janaina.

“Quando esse filho sai de dentro de uma boate, por exemplo, pode acontecer com foi o caso do servidor público aqui da Capital, espancado, assassinado por ser LGBT. Então, eu me coloco no lugar dessas mães e lamento muito que as coisas estejam caminhando para retirada da pauta ou para não aprovação”, emendou ela.

A parlamentar explicou, ainda, que mesmo sem o conselho, os recursos destinados à redução da violência contra LGBTs, para combate ao preconceito e redução da desigualdade social vão continuar existindo.

A diferença, segundo ela, é que nenhum representante vai ser consultado sobre as principais necessidades e a forma como esses recursos serão aplicados.

“A classificação cristã nossa não é em cima da nossa orientação sexual. A nossa classificação enquanto cristãos nada tem a ver com nossas escolhas, opções e orientações sexuais. Não é isso que nos torna mais ou menos cristãos”, disse ela.

“Eu vejo o desespero das mães LGBTs por que já vi que o conselho não será votado. E, se for, vai ser reprovado. Eu já vi isso e por isso entendo o desespero dessas mães”, concluiu.

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